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GRAF4148. VIENA, 17/03/2018.- Imágenes cedidas a Efe por Filmarchiv Austria de la película "La ciudad sin judíos", estrenada en 1924 y que es la primera en criticar el antisemitismo en la historia del cine. El largometraje mudo narra la expulsión de la población judía de Viena, llamada Utopía en el filme. La película completa, que profetiza las políticas antisemitas del Tercer Reich, estuvo perdida durante más de 90 años, hasta que un coleccionista la encontró en un mercadillo de París. EFE/ *SOLO USO EDITORIAL*

Nesta semana será exibido novamente em Viena um filme mudo austríaco desaparecido por mais de 90 anos.

O longa, que estreou em 1924, se chama “A Cidade Sem Judeus” e teve uma cópia encontrada em um mercado de pulgas de Paris, em 2015.

Para o filme ser restaurado pela cinemateca austríaca, foi feita uma campanha de financiamento que arrecadou 75 mil euros.

Dirigido e roteirizado por Hans Karl Breslauer, o filme profetizava a ascensão do nazismo e a perseguição aos judeus que aconteceria mais de uma década depois.

Quando “A Cidade Sem Judeus” estreou, o Partido Nazista ainda estava banido na Áustria e Adolf Hitler cumpria prisão por uma fracassada tentativa de golpe.

Inspirado em um romance satírico do escritor Hugo Bettauer, o filme contava a história de judeus que eram expulsos após a Primeira Guerra da fictícia cidade de nome Utopia (que seria Viena), onde se falava alemão, porque eram responsabilizados pela população local por uma crise econômica.

Quando eles foram deportados, parte dos moradores de Utopia chegou a comemorar até com fogos de artifício.

Porém, com o passar do tempo, a crise econômica se agravou, com aumento do desemprego e da pobreza. Ao mesmo tempo, a cidade via sua vida cultural sofrer um abalo.

Um tempo depois, a população judaica era trazida de volta à cidade e ganhava as boas-vindas daqueles que a haviam expulsado.

Meses após a estreia do longa, o judeu Bettauer foi assassinado por nazistas.

Quando estreou, o filme provocou protesto de simpatizantes nazistas. Espectadores que tentavam assistir à produção chegaram a ser agredidos.

O diretor Breslauer nunca mais dirigiu filmes e morreu na pobreza em 1965.

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