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O RJ2 mostrou neste sábado (16) o flagrante da venda ilegal de cigarros contrabandeados do Paraguai até na calçada do prédio da Secretaria de Segurança Pública do Rio, no Centro da cidade.

Dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira estimam que 38% dos cigarros vendidos no RJ são ilegais e o prejuízo com a arrecadação para o país é de R$ 5 bilhões por ano.

A mercadoria contrabandeada também é vendida livremente em vários pontos da Baixada Fluminense. Vendedores ambulantes oferecem a mercadoria contrabandeada a poucos metros de policiais militares – são cigarros fabricados do Paraguai da marca Gift, como mostrou a reportagem. Os preços cobrados pelos ambulantes são bem menores que os cobrados pelos fabricantes brasileiros.

Na sexta-feira (15), a polícia apreendeu 300 mil maços de cigarros contrabandeados num depósito em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Foram aproximadamente quatro toneladas de cigarros, todos de origem Paraguaia. Segundo a polícia, o lugar não tinha alvará da prefeitura para funcionar. Quatro homens foram presos no local.

Além disso, as quatro marcas de cigarros encontradas no depósito não tinham autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem vendidas no Brasil.

Em Duque de Caxias, a venda desses cigarros acontece em vários locais: bancas de jornais, nas praças e até na rodoviária do município.

No início de junho, os policiais já tinham apreendidos num depósito em Nilópolis, também na Baixada, 50 mil maços de cigarros contrabandeados. De acordo com a reportagem, os agentes investigam a participação de milicianos no crime e informaram que o cigarro é produzido numa das muitas fábricas do ex-presidente do Paraguai, Horácio Côrtes.

Ainda de acordo com as investigações, uma das rotas usadas pelas quadrilhas para trazer cigarros contrabandeados para o estado é a BR-040, a rodovia que liga o Rio a Juiz de Fora (MG). Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira, o Brasil deixa de arrecadar R$ 5 bilhões por ano por causa do contrabando de cigarros.

A Secretaria de Segurança, por meio da Subsecretaria de Inteligência e da Polícia Civil, informou que investiga e realiza ações frequentes de repressão ao contrabando e venda de produtos ilegais ou irregulares.

A prefeitura do Rio explicou que deve realizar uma fiscalização nos locais mostrados na reportagem. E disse ainda que o ambulante que vende produtos contrabandeados é notificado, multado e tem a mercadoria apreendida.

Da redação com G1