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A Polícia Federal prendeu, em caráter preventivo, o ex-diretor de Novos Negócios da Petroquisa, subsidiária da Petrobras, Djalma Rodrigues de Souza. O ex-diretor é um dos alvos dos 11 mandados judiciais cumpridos por policiais federais durante a 52ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta quinta-feira (21).

A operação, segundo o Ministério Público Federal, faz parte das investigações de suspeitas de crimes praticados contra as subsidiárias da Petrobras , alvo do desvio de bilhões de reais. O advogado Gentil Ferreira Neto confirmou que seu cliente foi detido na cidade do Rio de Janeiro, onde Souza reside. Alegando ainda não ter tido acesso aos autos, o advogado optou por não comentar a prisão preventiva.

O MPF informou, em nota, que a operação deflagrada nesta quinta-feira, apelidada de Greenwich, está relacionada ao aprofundamento das investigações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e que envolvem o ex-diretor da Petroquisa e seus parentes.

Souza, já citado em outras denuncias da força-tarefa da Lava Jato, era alvo de um mandado de prisão da 46ª fase da Lava Jato, mas não chegou a ser preso na ocasião.

De acordo com a PF, além da prisão preventiva de Souza, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Recife e de Timbaúba (PE).

O alvo de um mandado de prisão temporária cujo nome não foi confirmado se comprometeu em se apresentar à Polícia Federal em São Paulo. Os dois suspeitos detidos serão escoltados à superintendência da PF em Curitiba, onde ficarão à disposição da 13ª Vara da Justiça Federal.

Suspeitas

Segundo a PF, indícios já reunidos pelos investigadores demonstram que a Odebrecht era favorecida na obtenção de contratos de prestação de serviços às subsidiárias da estatal petrolífera. Em troca, seus executivos favoreciam os funcionários das subsidiárias da estatal que participavam do esquema fraudulento.

Ainda segundo a PF, os processos de contratação eram direcionados pelos funcionários das subsidiárias da Petrobras responsáveis pela seleção das prestadoras de serviço. Eles estabeleciam parâmetros que só as empresas participantes do esquema podiam atender.

O MPF acusa Souza de ter recebido R$ 17,7 milhões entre dezembro de 2010 e março de 2014, quando respondia pelo projeto do Complexo Petroquímico de Suape, em Pernambuco.

De acordo com o MPF, os valores teriam sido transferidos ao ex-diretor da Petroquisa através de contas em nomes de empresas off-shores controladas pelo grupo Odebrecht.

Procurada, a estatal informou que trabalha em estreita parceria com as autoridades que conduzem a Operação Lava Jato, sendo reconhecida pelo próprio MPF e pelo Supremo Tribunal (STF) como vítima dos crimes desvendados.

“A empresa é a maior interessada em ver todos os fatos esclarecidos”, sustenta a Petrobras , em nota em que reafirma a intenção de seguir adotando as medidas necessárias para obter a devida reparação dos danos sofridos. Procurada, a Odebrecht ainda não se manifestou.

Com Agência Brasil