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A Polícia Civil da Paraíba declarou, em entrevista coletiva, que as seringas encontradas na madruga deste domingo (17) mudaram o olhar da corporação a respeito dos casos de agulhadas. Os resultados da perícia preliminar feita no material das quatro seringas apontam para substância de sangue diluído em soro fisiológico. Tudo foi apresentado pelo delegado Henry Fábio, encarregado das investigações, nesta segunda (18).

“O fato do líquido estar misturado em soro fisiológico, deixa os agentes curiosos para encontrar, de uma vez por todas, uma explicação para o que está acontecendo. A estranheza é pela forma como o material foi encontrado: quatro seringas de 10 ml, dentro de uma sacola plástica, sem agulhas, com material líquido, identificado como sangue, mas diluído em soro fisiológico. Com um laudo preliminar, é um sangue que está na seringa a um certo tempo, devido a cor escura. Possivelmente foram mantidas em baixa temperatura para a manutenção das mesmas. A mostra analisada não tem HIV, nem as hepatites nem sífilis”, explicou.

Um homem não identificado também foi conduzido à delegacia para dar depoimentos. “Ele alegou não ter nada com o fato, só estava passando por ali para entrar no Parque. Mas estamos com as imagens do local, vamos analisar, se ele estiver envolvimento, a polícia o procura para um novo depoimento e até alguma autuação”, disse.

A PC ouviu 21 vítimas registradas no Hospital de Trauma de Campina Grande. Segundo o delegado, a equipe está focando mais nos dois casos mais graves, uma moça que foi ferida na perna, e um rapaz que foi imobilizado por mais de quatro rapazes, que o furaram com agulhas. Até a quarta-feira (20), Henry deve encerrar todas as escutas das vítimas que deram entrada no Trauma.

“Em momento nenhum nós queremos dizer que, quando dizemos que só temos dois casos reais, não estamos desconstituindo os registros do hospital com a investigação. As vítimas que dão entrada no hospital não estão conseguindo determinar com precisão que os ferimentos apresentados são de agulha. O Trauma está tratando com muito respeito  as pessoas”, declarou.

De acordo com Henry, ainda existe interrogações sobre o fato. Porém, a Polícia não pode dizer que é apenas um mito. A investigação segue também para dizer até que ponto todos esses casos são verdadeiros.

 

Com Paraíba Debate