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Os servidores efetivos da saúde de Campina Grande, em greve desde o dia 02 de maio, vão realizar mais um ato público nesta sexta-feira, 08, a partir das 9h, em frente à Secretaria de Administração.

Os trabalhadores também farão panfletagem pelo Centro da cidade, esclarecendo os motivos da paralisação.

Conforme ratificou o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab), Giovanni Freire, mesmo com a liminar que decretou a ilegalidade por parte do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a greve continua.

“O processo para se encerrar o movimento grevista é a notificação do sindicato e em seguida convocamos uma assembleia extraordinária para que os servidores apreciem a decisão da justiça, somente após a deliberação a gente encerra o movimento”, explicou.

Giovanni esclareceu ainda que esta decisão é uma tutela antecipada e não o julgamento da greve.

“Até para conceder esta tutela antecipada os trabalhadores deveriam ter sido ouvidos, e não apenas o posicionamento da Prefeitura, então os servidores mantêm a greve até que o sindicato seja notificado e convoque esta assembleia extraordinária, inclusive porque nenhum dos pleitos foi atendido”, completou.

O vice-presidente lembrou também que os 30% no atendimento foram garantidos, uma vez que existem mais prestadores de serviço do que efetivos.

“Por exemplo na UPA, no Hospital da Criança, no Samu, são contratados e não efetivos e por isso não paralisaram. Então estes 30% estão sendo mais do que cumpridos”, concluiu.

Até o fechamento e envio desta matéria o Sintab não foi notificado da decisão judicial.

Relembre a pauta não atendida:

Reajuste salarial de todas as categorias, respeitando-se a data base, reforçando que o aumento concedido não é aceito pelos trabalhadores;

Pagamento do benefício referente ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) e da Gratificação por Incentivo ao Trabalho (GIT); Efetivação dos Planos de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) tanto para Agentes de Combates às Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), como para os demais profissionais da saúde ;

Melhorias das condições de trabalho, que estão precárias em todos os setores da saúde.

 

Com Paraibaonline