A constatação veio após estudo do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), intitulado “Indicadores de Propriedade Industrial 2018” e divulgado esta semana. Ao todo, foram 70 depósitos, número inferior apenas ao alcançado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que lançou 77 patentes pedidos.

A Universidade Federal da Paraíba também figura nesse ranking. Ela está na quarta colocação, com 66 depósitos.

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Lista mostra a Universidade Federal de Campina Grande em segundo lugar no ranking nacional.

Vale lembrar que a Paraíba vem se destacando no cenário nacional quando o assunto é registro de patentes. No ano passado, o Estado se tornou o oitavo no ranking brasileiro, e segundo lugar no ranking regional relacionado ao tema.

Em relação aos depositantes estrangeiros, a empresa norte-americana de tecnologia móvel Qualcomm ficou em primeiro lugar, com 672 pedidos, seguida da também americana Dow Chemical, com 419.

Na área de marcas, a empresa que lidera o ranking nacional é a Qualicorp, com 277 pedidos em 2017. Em seguida, estão Pearson Education, TV SBT, Globo Comunicação e Botica Comercial Farmacêutica. Entre os estrangeiros, se destacam a Target Brands, com 349 pedidos, e a Amazon Technologies, com 188.


Crescem pedidos de empresas nacionais

O estudo “Indicadores de Propriedade Industrial 2018” expõe os indicadores de todos os serviços finalísticos do INPI e, pela primeira vez, apresenta as patentes e os registros de marcas, desenhos industriais e indicações geográficas vigentes.

Em 2017, o INPI recebeu 28.667 pedidos de patentes, total 7,6% inferior ao do ano de 2016. Este resultado representou a quarta redução consecutiva.

Para as patentes de invenção, houve crescimento de 5,4% dos pedidos de residentes, enquanto os de não residentes tiveram uma redução de 11,5%. Os pedidos dos Estados Unidos e da Alemanha, que juntos representaram 50% dos pedidos de não residentes, reduziram 13% em relação a 2016.

As três áreas tecnológicas que apresentaram maior número de pedidos de patentes foram química orgânica fina, tecnologia médica e produtos farmacêuticos.

Em desenhos industriais, o total de 6 mil pedidos em 2017 representou um decréscimo de 0,4% em relação a 2016 e a quarta redução seguida. Os depósitos de residentes aumentaram 3,8% em relação ao ano anterior e correspondem a 59% do total de pedidos de 2017. Já os depósitos de não residentes diminuíram 6,1%. As áreas de maior interesse para proteção foram transporte, mobília e roupas e artigos de armarinho.

No tocante às marcas, em 2017, o INPI recebeu um número recorde de pedidos (186.103), o que representou um aumento de 12% em relação a 2016 e a terceira alta seguida. Os pedidos de marcas feitos por residentes foram 86% do total, um crescimento de 15,5% sobre 2016. Por outro lado, os pedidos de não residentes reduziram 5,5%, acentuando sua perda de participação relativa.

As principais classes objetos de pedido de marca foram publicidade e gestão de negócios; educação, atividades desportivas e culturais; e vestuário, calçado e chapelaria.

(Eduardo Donida com informações do INPI)