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O senador Fernando Collor de Mello (PTC/AL) reafirmou, nessa sexta-feira (29), a pré-candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano. Collor apontou como diferencial entre os nomes que estão sendo ventilados no pleito a sua experiência à frente do Planalto, quando realizou uma série de medidas que modernizaram o Estado brasileiro. Ele também reforçou a crítica à política imigratória acentuada pelo governo Donald Trump, revelando que nesta semana esteve com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, onde demostrou sua total discordância com o governo americano.

Diante do quadro atual e com os nomes que estão colocados no pleito, Collor acredita que, como ex-presidente da República, pode demonstrar nos debates com os demais candidatos os caminhos necessários para trazer de volta à população brasileira o desenvolvimento que o país tanto precisa e a sociedade pede. O pré-candidato ressaltou que o planejamento de trabalho que fez projeta para a segunda quinzena de julho uma série de ações para fortalecer as suas propostas perante o eleitorado.

“Estou muito animado. A pré-campanha está indo muito bem, Graças a Deus. Eu respeito todos os nomes que estão aí colocados, mas acredito que como ex-presidente da República posso contribuir com a minha experiência na construção de um país melhor. Tenho experiência administrativa e os resultados que consegui na Presidência da República mostram que sei como fazer. Vamos debater todos esses temas no momento oportuno, viajando o país e divulgando nas redes sociais”.

O senador comentou, ainda, o acentuado número de abstenções de eleitores brasileiros nas recentes eleições suplementares no Brasil. Para Collor, o recado do eleitorado é claro e a classe política precisa ouvir com atenção. “Nós estamos precisando de saúde, segurança pública, recursos para infraestrutura, inclusive de empregos. O povo quer um lugar ao sol, sobretudo a juventude que está vivendo uma agonia enorme ao concluir os estudos e não encontrar vaga no mercado de trabalho. Tudo isso cria uma frustração enorme, além da sensação de abandono. Este quadro faz com que o eleitorado demonstre com a abstenção sua reação de desânimo”.

Política anti-imigratória

Collor revelou que, durante o encontro com vice-presidente dos EUA nesta semana, pôde demonstrar “com total respeito” sua discordância com a política imigratória do governo Trump, inclusive da decisão de separar os pais e os filhos, colocando as crianças e os jovens em ‘jaulas’. O parlamentar ressaltou, ainda, que, após a Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovar uma nota contrária às medidas anti-imigratórias de Trump, o Congresso Americano respondeu ao comunicado concordando com o teor do manifesto aprovado pelos senadores brasileiros.

“A política discriminatória do governo Trump é um absurdo, absolutamente reprovável, represável. No encontro com o vice-presidente, demonstrei a repulsa de todos o brasileiro com essas ações de tolerância zero, que, infelizmente, relembram algumas medidas adotadas durante a Segunda Guerra mundial. Ou seja, um passado extremamente tenebroso que não podemos permitir que retorne para os dias atuais. Essas pessoas estão saindo de seus países porque estão sendo varridas por problemas sociais, políticos, e outros. Elas precisam ser acolhidas”. Collor deu as declarações em entrevista à Rádio Gazeta AM, no Programa Ministério do Povo.

 

Com Repórter Maceió