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Produto artesanal é fabricado em Taperoá e agora empresa espera sanção de lei federal que permite a venda interestadual para expandir.

Este ano, quem passa pelo corredor internacional da 19ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenarte), pode conferir um produto artesanal inusitado: os queijos da fazenda da família Suassuna, que começaram a ser fabricados há cinco anos em Taperoá, na Paraíba. Leonardo Suassuna, sobrinho-neto do escritor Ariano e responsável pela distribuição e comercialização, revela que, apesar de ser o primeiro ano, eles já conseguiram vender 1,5 mil peças durante os cinco primeiros dias do evento e fechar contratos para levar a marca para Mato Grosso do Sul e Goiás. Agora, a Laticínio Grupiara, como é chamada a empresa, espera que entre em prática a Lei nº 13.680, sancionada em junho, que permite a comercialização interestadual de produtos alimentícios artesanais, o que garante que serão submetidos à fiscalização de órgãos de saúde, terão um selo, o “Arte”, e poderão ser comercializados nas grandes redes como o grupo Pão de Açúcar e o Walmart.

A fazenda tem capacidade de produzir mais de 20 mil peças por mês, porém, atualmente, a produção média mensal é de cerca de quatro mil peças. Com a venda para redes varejistas, o que só poderá ocorrer com o selo, a expectativa é de um aumento exponencial na produção. Leonardo Suassuna garante que há insumos para isso. “Além das próprias cabras da fazenda, também compramos leite de outros pequenos produtores rurais da região”, revela. Ele explica que a marca já comercializa em Pernambuco, Paraíba, Bahia, Alagoas, Rio Grande Norte, São Paulo, Rio de janeiro e Brasília, mas apenas para empórios e delicatessens. “Com a entrada nos supermercados, iremos crescer e poderemos até começar os planos de exportar”, adianta. No estande da Fenearte e na Fazenda, a peça mais barata, o queijo Borborema (de cabra, temperado com alho ou cebola), custa R$ 30 por 250 gramas.

Com Diário de Pernambuco

Foto: Laticínios Grupiara/Divulgação