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O dólar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira (13), com a cena externa mais positiva para os mercados emergentes, mas os investidores ainda mantinham postura de cautela sobretudo diante da cena política eleitoral no Brasil.

Na sessão desta sexta, a moeda norte-americana recuou 0,86%, a R$ 3,8508 na venda, fechando a semana com leves perdas de 0,46%, a segunda seguida. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,9% no final da tarde.

“Temos por aqui expectativas de acompanhar mais o exterior enquanto a corrida presidencial segue em ‘pause’ e com uma agenda sem indicadores relevantes”, trouxe mais cedo a corretora H.Commcor em relatório.

No exterior, o dólar era negociado praticamente estável frente a uma cesta de moedas e em baixa ante algumas divisas de países emergentes, como o peso mexicano.

A pressão nos mercados emergentes era um pouco menor com os investidores mantendo suas visões de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não deve subir juros mais do que o indicado neste ano.

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Mais cedo, o Fed reforçou as previsões de forte crescimento econômico dos Estados Unidos em relatório enviado ao Congresso. Reiterou que “entende que aumentos graduais adicionais” na taxa de juros sejam apropriados, dado o crescimento “sólido”.

Internamente, seguiam as preocupações com as eleições presidenciais de outubro e a reta final para que os pré-candidatos e partidos fechem coligações. O mercado teme que um político que considere menos comprometido com o ajuste fiscal vença a corrida.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de US$ 14,023 bilhões.

Com isso, rolou o equivalente a US$ 6,3 bilhões do total que vence no próximo mês. Como tem feito recentemente, o BC não anunciou intervenção extraordinária no mercado de câmbio.

 

Com Reuters