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Diante de uma inflação de 32.714% até a última quarta-feira (15), as autoridades da Venezuela dizem ter encontrado a solução: primeiro, mudaram a cor das cédulas de dinheiro e aumentaram o valor nominal. Depois, disseram que cortariam três zeros. Agora, anunciaram que cortarão mais dois – serão cinco zeros eliminados no total.

A tática deixou venezuelanos como Yosmar Nowak, dona de um café em Caracas, convencidos de que não há solução à vista e que a ditadura não consegue sequer baixar o preço de uma xícara de café, incríveis 2 milhões de bolívares.

“Imagino que se continuarmos assim teremos de fazer a mesma coisa de novo em dezembro”, disse Nowak, que foi obrigada a aumentar os preços do café pelo menos 40 vezes neste ano.

Cortar zeros da moeda venezuelana amaldiçoada pela inflação, o bolívar, é o eixo central de uma série de reformas econômicas aplicadas pelo ditador Nicolás Maduro enquanto tenta endireitar a economia combalida do país.

A moeda recém-impressa, que se chamará “bolívar soberano”, será lançada na segunda-feira (20).

Além disso, o ditador ordenou medidas que seu Partido Socialista Unido relutou em aplicar no passado: o aumento do preço da gasolina para alguns motoristas e uma modesta redução dos controles monetários que tornaram o dólar inacessível para a maioria dos venezuelanos durante anos.

 

Com Renova Mídia