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O Grupo Abril anunciou nesta quarta-feira, 15, que deu entrada em um pedido de recuperação judicial na Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A medida foi tomada pouco tempo depois do anúncio de que fecharia diversos títulos, demitindo um número não divulgado de funcionários. As informações são da Veja, marca do Grupo Abril.

A recuperação judicial é prevista em lei e serve para que a empresa possa buscar um novo equilíbrio de suas contas. Normalmente, a empresa passa por um processo de recuperação quando está endividada e não consegue lucro suficiente para cumprir suas obrigações. A Abril pretende levar à recuperação judicial dívidas que somam cerca de 1,6 bilhão de reais.
A empresa contratou recentemente a consultoria internacional Alvarez & Marsal, especializada em reestruturação organizacional. A equipe do executivo Marcos Haaland, sócio da consultora que assumiu a presidência executiva da empresa em julho, já implementou medidas de redução de despesas, entre as quais estão o fechamento de títulos e as demissões. Atualmente, o grupo mantém cerca de 3 mil funcionários.
Haaland concedeu entrevista, explicando o pedido de recuperação judicial. Segundo ele, “O patrimônio líquido se tornou negativo, e operacionalmente passou a consumir o caixa”. Ele também afirmou que não tem previsão de novos cortes, e sim de um redesenho da companhia para os “desafios tecnológicos”. “Vamos sair da recuperação judicial quanto antes, com a empresa novamente saneada e em condições de ter um longo futuro digital”, disse Haaland.
Com O Povo Oline