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O comandante geral da Polícia Militar na Paraíba, coronel Euller Chaves, disse que em breve a corporação receberá armamentos de guerra para reforçar o arsenal. Ele comentou sobre o êxito da operação que prendeu acusados de explodir carro-forte na segunda-feira (6). O coronel deu entrevista nesta terça (7) na rádio Correio FM.

Euller esclareceu que, ontem no confronto, os policiais estavam armados à altura dos acusados, que carregavam armas de grosso calibre, de armamentos de guerra. Mas que eles estão sim precisando de reforço e em breve eles terão mais e melhores armas. Sobre a falta do Acauã na operação, o helicóptero da PM, ele desconversou. Disse que as providências de trazer uma outra aeronave de Pernambuco foi parte do planejamento do comando da operação. “Em breve, a PM terá outro helicóptero”, afirmou.

O que levou os policiais a terem êxito foi o localizador do carro no qual os acusados estavam. Ou seja, não foi porque a polícia tinha uma estratégia ou possuía tecnologia no momento para fazer a localização dos bandidos. “Isso é um detalhe que é irrelevante, porque, se não tivesse quem pensasse em usar a tecnologia do veículo, mas teve e encontramos. Foi um trabalho de inteligência e ação. Contatou-se a locadora e acionamos o GPS”, comentou.

O coronel alegou que o Acauã logo terá outro equipamento para substituí-lo. “Logo estará chegando um novo helicóptero e teremos um reforço na busca aérea. As condições com as quais trabalhamos hoje na PM são bem melhores do que em outra época”, falou.

Gargalo – Um dos gargalos admitidos pelo coronel Euller na PM, é a falta de um Polícia de Elite, bem armada, de fronteira. “Divisas são importantes, não a Manzuá, que não resolveu nada. É um cenário de contrabando de armas e munições. Tem um conjunto de ações que está na fronteira. Tem que se unir, pedir isso aos políticos, aos responsáveis legalmente pelas fronteiras deste país”, disse.

Ele encerrou a entrevista comentando sobre a impunidade e o destino dos acusados presos ontem, sem ferimentos. “A impunidade é algo que precisamos desarticular. Ela está em cima de todos os bandidos. Se tratássemos de forma isolada, inclusive em prisão perpétua, bandidos dessa natureza, o Brasil seria outro”, finalizou.

 

Com Paraíba Debate