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O dólar subia mais de 1% e rondava os R$ 4,16 nesta terça-feira, após a divulgação da última pesquisa Datafolha de intenção de votos para presidente.

Às 10:40, o dólar avançava 1,55%, a R$ 4,15 reais na venda. O aumento ocorre após a moeda fechar em queda pela terceira sessão consecutiva, de 0,26%, a R$ 4,09.

Na máxima, a moeda foi a R$ 4,17. O dólar futuro tinha alta de cerca de 1,7%.

Contexto

levantamento Datafolha divulgado na segunda-feira (10) mostrou Ciro Gomes (PDT) com 13% das intenções de votos — um aumento de três pontos percentuais. Além disso, Fernando Haddad, que deve ser confirmado nesta tarde candidato do PT no lugar de Lula, avançou a 9%, ante aos 4% de antes.

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, segue na liderança com 24 por cento das intenções de voto, de 22 por cento antes, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB), o que mais agrada ao mercado, chegou a 10 por cento, apenas um ponto percentual acima do último levantamento.

Até então, após Bolsonaro sofrer ataque a faca durante ato de campanha em Minas Gerais na semana passada, o mercado acreditava que essa situação poderia enfraquecer a esquerda, cujos candidatos vê como menos cuidadosos com as contas públicas. “(Mas) é importante esperar uma segunda e até uma terceira pesquisa depois do evento Bolsonaro para confrontá-las, definir uma tendência”, ponderou o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer.

Os investidores também monitoravam o cenário externo, onde permanecem as preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que está pronto para impor tarifas sobre praticamente todas as importações chinesas.