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O deputado Onyx Lorenzoni e o advogado Adão Paiani protocolaram no Conselho Federal da OAB uma representação contra os advogados de Adélio Bispo de Oliveira, o homem que tentou matar Jair Bolsonaro.

No documento, eles alegam que os advogados estão obrigados a informar quem está pagando os honorários da defesa de Oliveira.

“Causa estranheza, perplexidade e fundamentadas dúvidas, não apenas na sociedade, mas no âmbito da própria advocacia, levantando suspeitas sobre a lisura e compatibilidade da atuação dos mesmos”, escrevem.

Eles lembram que Adélio é um homem “alegadamente desempregado, de parcos e inexistentes recursos financeiros”. Mas que, em menos de 24 horas, passou a ser assistido por importantes criminalistas de Minas Gerais.

Questionados pela imprensa sobre quem estaria bancando a defesa, os advogados deram versões desencontradas.

“As alegações desencontradas de parte dos referidos advogados, quando questionados sobre a origem dos recursos necessários para o patrocínio da causa, igualmente indicam que os mesmos sequer tiveram tempo de elaborar entre si uma versão comum e razoável.”

Paiani observa que o sigilo de honorários é inerente entre advogado e cliente, mas não se estende a terceiros.

“Entende-se como claro que o sigilo profissional, no caso em comento, restringe-se à relação entre os advogados e seu cliente, não sendo extensivo e oponível ao eventual patrocinador ou patrocinadores dos honorários advocatícios, uma vez que pessoa alheia, em tese, ao delito praticado, e que se presume não ter qualquer interesse direto na causa.”

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