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O jornalista Ricardo Martins, que comandava o Minas Urgente, da Band de Uberlândia foi demitido da emissora após se desentender com o gerente de Jornalismo Josuá Barroso, e o chamar de “pequeno Hitler”.

O anúncio da demissão foi feito ao público pelo próprio Ricardo, no Facebook, com a postagem de um vídeo que ele gravou momentos depois de receber a notícia. O curioso é que ele mostra o próprio Barroso e o acusa de assédio moral.

“Eu sou Ricardo, estou aqui na Band Triângulo, e aqui atrás, Josuá Barroso, gerente de Jornalismo, que acaba de me demitir. Não só eu, mas como outros funcionários que estão sendo acuados e vítimas de assédio moral. Eu fui demitido porque denunciei perseguição desse cidadão contra os funcionários que aqui estão”, diz o apresentador, enquanto mostra os colegas e Barroso na redação.

Quem me conhece como pessoa e profissional sabe do meu caráter. Nos mais de 20 anos de profissão, nunca fui obrigado a atacar ninguém de forma pessoal, como aconteceu na Band Triângulo. Tenho certeza que não é a conduta da emissora e sim do gerente de jornalismo com o aval do atual diretor. Além disso, nós profissionais estamos diante de um regime de um ditador que humilha, xinga, grita e manda embora quem bate de frente. Sei que o que estou relatando aqui, após a minha demissão é grave e as provas de todos esses crimes cometidos dentro da emissora estarão à disposição da justiça. Obrigado a todos. Ricardo Martins. #band #bandsp #mp #ministeriodotrabalho #sindicatodosjornalistas

Posted by Ricardo Martins on Tuesday, September 4, 2018

Ricardo Martins disse ao site Notícias da TV que seu chefe era intransigente e truculento. “Eu sou apresentador, também tenho que dar a minha opinião sobre o produto. Ele é truculento, não deixa você argumentar. Chamei ele de ‘pequeno Hitler’ porque ele é um ditador dentro da emissora”, explicou.

Os problemas pioraram quando, segundo Martins, seu chefe passou a perseguir um promotor do Ministério Público e o apresentador se opôs, pois não havia razão para isso. Mesmo assim, diz que foi obrigado a fazê-lo.

Barroso se defendeu em nota enviada ao Notícias da TV, negando o assédio moral, a perseguição ao promotor e que tenha forçado o apresentador a fazer reportagem.