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O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) foi preso na manhã desta terça-feira (11), em sua casa, no bairro Mossunguê, em Curitiba.  A esposa dele, Fernanda Richa, também foi presa. Ambos foram alvo de mandados de prisão temporária pedidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço de investigação sobre crime organizado do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

A prisão está relacionada a supostas fraudes no programa Patrulha do Campo.  Segundo o Gaeco, a operação apura direcionamento de licitação para beneficiar empresários e o pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro no programa, entre 2012 e 2014.

Simultaneamente, a residência do ex-governador foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), na deflagração da 53ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Piloto”. Este era o codinome atribuído a Richa na planilha de propinas do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira Odebrecht.

Policiais federais e agentes do Gaeco chegaram no apartamento de Beto e Fernanda Richa às 6h, no bairro Mossunguê. Os policiais inspecionaram os carros do casal e três advogados da família Richa chegaram a entrar no prédio.

Beto e Fernanda foram levados para o Gaeco, no bairro Bom Retiro, onde chegaram por volta das 9h25. Os policiais também levaram malotes de documentos. Pelo menos cinco carros do Gaeco, MPF e PF estiveram na ação.

Os policiais ainda fizeram buscas no Palácio Iguaçu. Segundo o governo, as buscas no Palácio ocorreram devido a “agendas de entrada e saída de 2014”.

Um dos mandados de busca da 53º fase da Lava Jato foi cumprido no DER-PR. Policiais federais fizeram um levantamento no sistema de acesso de pessoal do órgão, para averiguar o passo a passo de um dos investigados – o nome não foi revelado. Agentes do Gaeco também estiveram no órgão mais cedo. Funcionários do DER-PR tiveram inclusive que aguardar o cumprimento do Gaeco para poder entrar no prédio.

Nesta terça-feira (11), também foi deflagrada a 53.ª fase da Lava Jato, que investiga corrupção no governo do Paraná.

Deonilson Roldo, chefe de Gabinete e braço direito de Richa, um de seus subordinados no governo e Jorge Atherino empresário, foram alvo de mandados de prisão da Lava Jato e serão levados para a Superintendência da PF na capital do Paraná.

Nesta fase da Lava Jato a Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira, 36 ordens judiciais em Salvador, São Paulo, Lupianópolis (PR), Colombo (PR) e Curitiba.

O objetivo da investigação é a apuração de suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, em favor de agentes públicos e privados no Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.

O nome da operação foi dado em referência ao apelido de Richa na planilha da empreiteira.