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Além do risco da volta de doenças como sarampo e pólio, doenças que há décadas haviam sido erradicadas, mas estão voltando com força total, o Ministério da Saúde (MS), através da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na Paraíba, alerta para a possibilidade da volta da peste bubônica no Estado.

Conhecida também como “Peste Negra” ou “Febre do Rato”, a patologia é causada pela bactéria Yersinia pestis, hospedeira de roedores silvestres. Na região, o grande perigo é que essa doença volte através da infestação de ratos na zona rural ou da ingestão de preás cozidos, iguaria apreciada por caçadores.

De acordo com registros do Ministério Nacional da Saúde, a doença surgiu pela primeira vez no País em 1914, com focos nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Aqui no Estado, o último surto foi registrado em 1987, quando a doença ressurgiu no município de Casserengue, Curimataú paraibano. O gerente da Campanha de Peste Bubônica na Paraíba, José Onildo Gonçalves de Sousa, lembra que na década de 80 a doença acometeu uma família que se alimentou de preás contaminados.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) dão conta de cerca de 2 mil casos por ano de peste bubônica no mundo, por isso a prevenção ainda é a grande arma contra a doença. Onildo afirma que a capacitação para esclarecimento dos sintomas, modos de transmissão e formas de prevenção é realizada em 47 municípios do Estado que, segundo ele, são “municípios positivos para a peste”, disse.