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A  Polícia Federal apreendeu nesta terça-feira (18), no Porto de Santos (SP), 1,2 tonelada de cocaína que estava escondida em máquinas rolo-compressoras que seriam transportadaspara a Costa do Marfim, na África.

De acordo com a PF, uma investigação realizada de modo conjunto com a Receita Federal encontrou indícios de que poderia haver droga escondida dentro de três máquinas que estavam num terminal alfandegário do Porto de Santos sendo preparadas para exportação, aguardando embarque em navio que tinha como destino o país africano.

Os trabalhos para abrir as máquinas para localizar os entorpecentes levou cerca de 12 horas, após ter sido detectada uma espécie de “janela” através da qual poderia ter sido inserida a droga nos rolos-compressores das máquinas. Com o auxílio de maçaricos, foram cortadas as janelas para acessar o interior, onde foi localizado um total de 1.195 kg de cocaína.

Polícia Federal instaurou inquérito policial para apurar as responsabilidades e identificar os envolvidos.

A operação da PF e Receita Federal nesta terça-feira representa a segunda ofensiva de êxito contra o tráfico internacional realizada nos últimos 40 dias. No dia 12 de agosto, os agentes que atuam no porto apreenderam 1,3 tonelada de cocaína que havia sido içada em uma embarcação que seguiria viagem para a Bélgica, na Europa.

O ano de 2018 já é o de maior volume de drogas interceptadas no porto situado no litoral Sul de São Paulo. Em pouco mais de nove meses, já foram apreendidas pelo menos 16,3 toneladas de narcóticos no maior complexo portuário brasileiro (e da América Latina), conforme indica números informados pela Receita no dia 10 deste mês, somados à apreensão desta terça-feira.

O recorde anterior de apreensões de drogas  havia sido registrado no ano passado, quando as autoridades evitaram o embarque de 11,53 toneladas de drogas. Desde 2014, o total de apreensões sempre cresceu de um ano para o outro, conforme apontam os números da Alfândega da Receita Federal Brasileira no  Porto de Santos . Em 2014, foram 435 mil quilos de drogas apreendidas, número que saltou para 1,04 milhão em 2015 e para 10,6 milhões no ano seguinte.