O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários da Paraíba, Manoel Leite, revlou, na manhã desta terça-feira (11), que não há presídio seguro na Paraíba e admitiu recorrer ao Ministério Público Federal e Estadual para garantir condições de trabalho e integridade à categoria.

Em entrevista ao Portal MaisPB, o sindicalista desabafou sobre a situação que ganhou destaque com o ataque, resgate e fuga de 92 presos na Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, o PB1, na madrugada de ontem.

“É praticamente impossível conter qualquer movimento tendo um agente para cada 70, 80 ou 100 detentos. Se depender da força do efetivo, não existe nenhuma unidade que se possa dizer segura na Paraíba porque o número de agentes é insignificante”, afirmou.

Ele revela que no momento da fuga estavam no PB-1 apenas 17 agentes penitenciários responsáveis pela segurança de cerca de 700 apenados. Segundo Manoel, o número está abaixo do recomendado pelo Conselho Nacional de Justiça (um agente para casa 5 detentos) e ONU (um agente para cada 10 presidiários).

Diante da situação, o sindicalista atribui a falta de condições de trabalho e ao baixo efetivo o elevado número de agentes penitenciários que têm adoecido nos últimos anos.

“Psicologicamente temos muita gente doente mesmo. Exercemos a atividade mais estressante e mais arriscada do mundo”, destacou.