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Após o resultado do 1º turno das eleições deste domingo, 7, nordestinos foram atacados nas redes sociais. A maior parte das mensagens preconceituosas partiu de pessoas que se declaram eleitores de Jair Bolsonaro. O candidato do PSL não conseguiu puxar uma votação expressiva na região.
A prática é crime, de acordo com a Lei do Crime Racial, e pode resultar em pena de dois a cinco anos de prisão em regime fechado, além de multa.
“Agora vocês entenderam porquê mando chuva pra todo mundo menos pro nordeste?”, postou um internauta junto a uma foto de Jesus. Outros chamaram os moradores da região de “burros” e “alienados”. “Não é a toa que vivem de grandes secas e fome, fora o calor absurdo, tudo castigo de Deus”.
O Nordeste foi a única região do País em que Bolsonaro não ganhou e o lugar onde as bancadas do Senado foram renovadas, como por exemplo no Ceará, onde Eunício Oliveira (MDB) não conseguiu a reeleição e ficou de fora após oito anos de mandato.
Na contramão, nordestinos responderam aos ataques e comemoram “pequenas vitórias” conseguidas nas eleições. “Brasileiro é tudo burro ainda bem que eu sou do nordeste”, brincou uma usuária do Twitter. “Continuamos firmes porque nós sim, somos amor e luta. Nós não deitamos pra fascismo. O Nordeste é resistência”.
Crime racial
De acordo com a lei 7.716, criada em 1989, ações preconceituosas como essas pós-eleições são consideradas crime racial. A legislação determina pena de reclusão em regime fechado e multa. A determinação contempla atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religão ou procedência nacional.
Da redação