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O presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes, afirmou que o bombeamento da transposição foi paralisado desde a última segunda-feira, 19, e que por isso a água não chegou ao açude de Camalaú, e, consequentemente, não está indo para o açude de Epitácio Pessoa (Boqueirão).

Em entrevista nesta segunda-feira, 26, João afirmou que vai renovar o apelo ao Ministério da Integração e cobrou o apoio dos parlamentares da Paraíba, que, segundo ele, parecem não estarem sensíveis com a situação.

– O sistema ainda está em fase de teste e não custava nada continuarem os testes até o dia 31 de dezembro, continuando a alimentar o Rio Paraíba e Poções (em Monteiro), para mantermos a perenização do Rio Paraíba. Temos um equipamento caro para medir a chegada de água e nós tiramos porque parou o bombeamento. O ministro disse que ia manter a vazão, mas infelizmente não o fez. O que na verdade o que o governo federal quer é contratar essa operação, e o preço que eles vão cobrar pelo serviço nós estamos lutando para reduzir. Eu fiz um relatório com todos os dados do que chegava em Monteiro, em Boqueirão, e passei para um dos senadores da Paraíba e um deputado federal, pedindo para eles, para ninguém está dizendo que eu estou pressionando. Quando eu coloco a situação nas rádios da Paraíba, não tem deputado e senador que não tome conhecimento dos alertas que estamos fazendo. Então nenhum deles podem se fazer de doido e alegar que desconhece o problema – explanou.

Ele destacou que no Cariri, por exemplo, o açude da cidade de Sumé é quem está abastecendo os 14 municípios da região devido a água das chuvas, em que o manancial tem pouco mais 2 milhões de metros cúbicos da capacidade.

João salientou que o governo federal está, de certa forma, pressionando para já iniciar a fase comercial da transposição, que, na Paraíba, a cobrança deverá ser em torno de R$ 140 milhões.

Frisou também que o Ministério deveria ter instalado um sistema de energia solar na obra, porque 90% do preço da transposição vai para pagar a energia que é gasta.