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Paulo Pimenta, Paulo Teixeira e Wadih Damous, todos deputados do Partido dos Trabalhadores, acionaram a Procuradoria-Geral da República contra a emissora do empresário e apresentador Silvio Santos, o SBT, informou o portal jurídico Jota.

Os parlamentares pedem a suspensão da propaganda e a vedação de uma nova veiculação na mesma linha. Eles ainda querem a apuração da responsabilidade civil, administrativa e criminal do SBT, pois afirmam que as vinhetas exibidas afrontam a ordem constitucional vigente, a liberdade de expressão e o direito constitucional das minorias. A representação apresentada pelos petistas defende que o SBT pode ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional. “A propaganda veiculada dissemina ainda mais o ódio que vem sendo destilado contra adversários e minorias pelo grupo político vitorioso nas eleições presidenciais”, diz o documento.

Em razão da vitória de Jair Messias Bolsonaro para Presidência da República, o SBT exibiu vinhetas nacionalistas com frases usadas durante o regime militar. O fato gerou revolta na esquerda. As inserções traziam imagens de pontos turísticos do país, com frases de encerramento como “Brasil, ame-o ou deixe-o!”, “Brasil de encantos mil”, “Pra frente Brasil”, “Brasil, pátria amada”, “Eu te amo, meu Brasil”.

Depois do barulho feito pela esquerda, que pediu até mesmo a morte de Silvio Santos pelas redes sociais, o SBT informou que a vinheta foi retirada do ar e que a “emissora cometeu um equívoco de não se atentar que este bordão foi forte na época do regime militar”. Também declarou que “a ideia das vinhetas são para dar mensagem de união, esperança e otimismo aos telespectadores brasileiros e aos que não são, porém vivem no país”.