Deputado Onyx isenta Bolsonaro mas defende investigação de depósitos - image onyx-696x516 on https://antv.news

O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, admitiu na noite desta segunda-feira ser necessária a investigação das movimentações de R$ 1,2 milhão na conta de um ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro. Indagado durante jantar promovido pelo site Poder 360 sobre o impacto do caso sobre o capital político do presidente, o futuro ministro minimizou a crise mas admitiu a necessidade de se apurar os repasses.

Tem um terceiro turno que está no ar. O vazamento foi por advogados. Que tem que ter investigação e que tem que explicar, acho que não tem nenhuma dúvida. Agora (o assessor) está no gabinete na Alerj no Rio de Janeiro. O que ele (Jair Bolsonaro) tem a ver?

Entre os valores movimentados por Fabrício José Carlos de Queiroz, que trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro até outubro, com salário de R$ 8.517, está um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente eleito disse tratar-se do pagamento de parte de uma dívida de R$ 40 mil. De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), as transações são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e capacidade financeira” de Fabrício. Onyx, no entanto, minimizou o valor das movimentações do ex-assessor e disse acreditar que o caso não afeta a imagem do presidente eleito.


— Como ele (Bolsonaro) vem sendo vítima de ataques sistemáticos no último ano, um a mais um a menos para o eleitor que votou nele não faz a menor diferença. E não é consistente, não tem nem investigação aberta. Na verdade, não é R$ 1,2 milhão. É R$ 600 mil que entrou e R$ 600 mil que saiu. Aí a gente começa a ver a maldade.

Com O Globo