O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou no fim da tarde desta quarta-feira que cerca de 320 servidores emcargos comissionados e funções gratificadas vinculados a Casa Civil serão exonerados. Durante o anúncio, Onyx classificou a medida como uma “despetização” do estado.

A exoneração será publicada o Diário Oficial desta quinta-feira.O chefe da Casa Civil adiantou que vai sugerir que outras pastas sigam o mesmo posicinamento na primeira reunião do presidente Jair Bolsonaro com seus ministros, que será realizada na quinta.

— Isso faz parte um pouco daquela frase que o presidente Bolsonaro dizia na campanha, de fazer a despetização do governo federal — disse Onyx.

De acordo com o ministro, o ato é uma medida que deveria ter sido tomada pelo ex-presidente Michel Temer, que assumiu o governo após o impeachment de Dilma Rousseff.

Do total de 400 cargos comissionados e funções gratificadas da Casa Civil, serão poupados apenas servidores que atuam na Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ) e da Imprensa Oficial, serviços que não podem interrompidos.

— Vamos retirar de perto da administração pública federal todos aqueles que têm marca ideológica clara. Nós todos sabemos do aparelhamento que foi feito principalmente do governo federal nos quase 14 anos que o PT aqui ficou — disse.

O chefe da Casa Civil disse que a exoneração em massa foi para evitar uma “caça às bruxas.”

Nos próximos dias, os servidores desligados serão reavaliados pela equipe de Onyx. Aqueles que se encaixarem no perfil desejado, poderão reassumir suas posições.  O ministro afirmou que a exoneração não significa a redução automática das vagas e que preferiu enfrentar dificuldades na montagem do governo.

 Para não sair caçando bruxa, a gente exonera e depois conversa. Nós vamos despetizar o Brasil — afirmou.

De acordo com o ministro, o governo tem perfil de centro-direita e não faz sentido ter funcionários de orientações ideológicas antagônicas:

— Competência é questão número um. O que nós vamos buscar é retirar desses cargos quem é antagônico ao nosso projeto. Nós somos sim um governo que tem perfil de centro-direita, de uma aliança liberal-conservadora. Não tem sentido ter aqui quem é socialista, comunista, essas coisas assim — afirmou.

Com o Globo