O segundo rompimento de uma barragem em pouco mais de três anos deve levar a Vale a tribunais também no exterior

Começamos o dia com a prisão de cinco engenheiros que analisaram a barragem da Vale que colapsou em Brumadinho. Contamos também os planos para conter a  torrente de lama , e relatamos o  trabalho incansável das equipes de resgate.

Aconteceram na manhã de hoje as primeiras prisões ligadas à tragédia em Brumadinho. Dois engenheiros que assinaram o laudo que atestava a segurança da barragem que ruiu foram presos em São Paulo.

O segundo rompimento de uma barragem em pouco mais de três ano deve levar a Vale a tribunais também no exterior. Investidores já se movimentam para apresentar ações judiciais . Ao menos cinco escritórios já se manifestaram.

Se você perdeu: a mineradora viu seu valor de mercado reduzir R$ 72 bilhões e teve sua nota rebaixada por uma agência de classificação de risco.

O que mais pode acontecer: analistas visualizam outros riscos para a Vale , como a demora maior na concessão de licenças e até mesmo possibilidade de interferência direta do governo.

Enquanto isso: a Samarco, responsável pela barragem que rompeu em Mariana, deve R$ 350 milhões ao Ibama três anos depois do episódio que é considerado o maior desastre ambiental do país. A Vale é uma das controladoras da empresa e, por causa de Brumadinho, foi multada pelo Ibama em R$ 250 milhões.

Bombeiros trabalham no resgate de vitimas do rompimento da represa da Mina do Feijão Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo
Bombeiros trabalham no resgate de vitimas do rompimento da represa da Mina do Feijão Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

Com O Globo