O deputado Adriano Galdino (PSB), novo presidente da ALPB (Assembleia Legislativa da Paraíba), revelou em entrevista à Rádio Arapuan FM que não será candidato a prefeito de Campina Grande nas eleições de 2020. Ele foi mais além e anunciou quem pretende apoiar em Campina e também João Pessoa.

“Vou apoiar Veneziano Vital em Campina Grande e Ricardo Coutinho em João Pessoa, pois precisamos dar continuidade ao Projeto do PSB que mudou a vida do povo paraibano”, disparou.

Adriano Galdino ainda revelou o desejo de encerrar a sua vida pública como prefeito de sua cidade natal, Pocinhos. “Se isso vier acontecer será uma honra para mim, mas vamos dar tempo ao tempo e esperar que tudo aconteça no momento oportuno”, ponderou o presidente da ALPB.

Hospital de Trauma

Ainda na entrevista, Adriano Galdino comentou os questionamentos que têm sido feitos ao modelo adotado pelo Governo do Estado, em contratar Organizações Sociais para gerir unidades hospitalares na Paraíba. Ele defendeu o modelo e lembrou como o patamar de atendimento do Hospital de Trauma de João Pessoa mudou após a contratação da Cruz Vermelha.

“O programa de rádio de vocês (se referindo ao Rádio Verdade, da Arapuan FM) era o dia todinho metendo cacete no Trauma. Era isso, era aquilo, fila nos corredores, gente morrendo, gente sem assistência, político lá dentro. Era a confusão maior do mundo. Depois que chegou a Cruz Vermelha, as coisas se acalmaram”, observou.

“O Trauma hoje tem qualidade, tem atendimento, você não escuta mais nenhuma reclamação. Abre o microfone, não tem reclamação. Qualquer programa de rádio de João Pessoa não tem reclamação. Se tiver, é uma coisa pontual. Hoje o Trauma cumpre com suas obrigações”, completou Adriano Galdino.

O presidente da ALPB observou, ainda, que o valor repassado para o Trauma de João Pessoa é completamente compatível com suas atividades, citando o custeio do Trauma de Campina Grande, que não mantém contrato com OS’s e, mesmo assim, gasta praticamente valor semelhante, mesmo sendo menor em estrutura, especialidade e atendimentos.

“Estão falando um bilhão e tanto, mas isso é quase o que foi investido em 10 anos. Em Campina Grande, por exemplo, não tem a Cruz Vermelha, mas o investimento lá é R$ 12 milhões por mês, então no ano dá R$ 144 milhões. Em dez anos dá quase um bilhão e meio. O dinheiro que está sendo gasto aqui em João Pessoa está dentro da normalidade, do custo previsível”, finalizou.