A Folha de S. Paulo, deste domingo (3), informa que houve uma piora do estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro (PSL).


O jornalão paulista afirma que assessores driblam a opinião pública sobre o real estado do capitão reformado do Exército.

A Folha dá a versão para a piora do estado de saúde de Bolsonaro:

Segundo eles, os sintomas apresentados por Bolsonaro representam uma piora no estado clínico. Um deles diz que, no melhor cenário, não era para acontecer. No quinto dia após a cirurgia, afirma, o paciente deveria estar comendo por boca e evacuando.

Outras hipóteses explicariam a paralisação do intestino como fístula (abertura de algum ponto cirúrgico), infecção, efeitos colaterais de medicamentos (antibióticos ou remédios para dor) ou aderência precoce, ou seja, uma dobra no intestino.

A pior das hipóteses seria a fístula. Se ocorrer, há risco grande de ter que reoperar e refazer a bolsa de colostomia.

As náuseas e os vômitos apresentados neste sábado por Bolsonaro ocorreram porque o intestino delgado parou de funcionar. Tecnicamente, a condição clínica é chamada de “íleo paralítico”, diz a Folha.

Quando o intestino delgado (íleo) para de contrair, acumula líquido no estômago. E o paciente sente náusea e ânsia de vômito.

Diferentemente do que disseram os assessores da Presidência, não é uma “reação normal e decorrente da retomada da função intestinal”. Algo fez o intestino parar de funcionar.

O cirurgião Antonio Macedo, que operou Bolsonaro, disse à Folha que a condição é uma resposta do organismo a uma cirurgia longa e com muita manipulação.

Três cirurgiões especialistas em aparelho digestivo ouvidos pela reportagem afirmam que essa condição, chamada de íleo pós-operatório, em geral ocorre imediatamente após a operação e costuma durar até três dias.

Normalmente melhora conforme a inflamação do organismo diminui, e o intestino volta gradualmente a se contrair.

Segundo eles, os sintomas apresentados por Bolsonaro representam uma piora no estado clínico. Um deles diz que, no melhor cenário, não era para acontecer. No quinto dia após a cirurgia, afirma, o paciente deveria estar comendo por boca e evacuando. (…)

Já Carlos Bolsonaro, filho do presidente, relatou a recaída do pai que está internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, há sete dias:

Carlos Bolsonaro‏Conta

Pela tarde meu pai teve uma recaída, mas está nas mãos de profissionais excepcionais e a situação se normalizou. Está descansando vendo seu time jogar. Continuem com suas orações e apoio! Faz toda diferença!

Com Folha de São Paulo