(BlackJack3D/Getty Images)

Em um caso que mais parece tirado de um filme da franquia X-Men, cientistas descobriram uma mulher que viveu mais de 60 anos com verdadeiros superpoderes — mas sem saber que os tinha. Uma pesquisa publicada no Jornal Britânico de Anestesia revelou que a escocesa possui mutações em seus genes que permitem que ela viva completamente livre das sensações de dor, medo e ansiedade. Além disso, ela também apresenta um desempenho de cicatrização muito acima da média.

A equipe internacional de pesquisadores que desenvolveu o estudo está esperançosa que um entendimento mais profundo das condições da mulher possa resultar em novos medicamentos e tratamentos para amenizar a dor de pacientes.


Já o FAAH-OUT antes era considerado apenas um “apêndice”, sem uma função concreta. Mas, agora, os cientistas desconfiam que ele media de alguma forma a expressão do FAAH. Análises genéticas demonstraram que duas mutações são responsáveis pelas características. Uma delas consiste de uma microdeleção em um pseudogene. Traduzindo para o português: um pedacinho não existente em uma sequência de nucleotídeos que parece um gene, mas não se expressa. Ou seja, não tem função alguma, como se fosse “de enfeite”. Até então, esse pseudogene batizado de FAAH-OUT era praticamente desconhecido pela ciência.

Um gene vizinho que controla a enzima FAAH também apresentou mutação. O FAAH é familiar aos pesquisadores da área, já que tem relação com a dor, humor e memória. Ratos que não possuem esse gene sentem pouca dor, têm cicatrização acelerada, além de redução do medo e da ansiedade. As mesmas qualidades da escocesa.