Pedidos de integrantes da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos e de alas do governo levaram o presidente Jair Bolsonaro a repensar a viagem aos Estados Unidos, onde ele seria homenageado no dia 14. Mas, desta vez, o evento pode ser transferido para outra cidade, em um estado mais neutro ou republicano, o que poderia evitar os protestos que estavam marcados para a visita do presidente brasileiro.

Dois dias depois de anunciar que havia desistido da viagem a Nova York, alegando que sofrera “ataques deliberados da prefeitura” nova-iorquina e de grupos que “ideologizaram” a premiação de “Personalidade do ano”, que receberia em jantar de gala da Câmara, o presidente afirmou, no domingo, que vai viajar ao país.

— Eu vou para os Estados Unidos. Eu vou para os Estados Unidos — disse ele a repórter presente na entrada do Palácio da Alvorada, sem dar detalhes.

A decisão da retomada da viagem pode ser anunciada nesta segunda-feira. Desde que foi confirmado o cancelamento da participação de Bolsonaro na premiação, na noite de sexta-feira, iniciou-se uma forte mobilização para encontrar uma saída ao impasse — principalmente pelo fato de, até agora, o Planalto não ter anunciado o nome que substituiria o presidente na premiação, deixando espaço para manobras.