O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou que a economia brasileira tombou 0,13% no segundo trimestre de ano. Se o dado se confirmar, significa dizer que o país voltou para a recessão técnica, que ocorre quando há dois resultados trimestrais negativos seguidos no PIB. 

O indicador foi divulgado na manhã desta segunda-feira (12) pelo Banco Central. A taxa foi calculada com ajuste sazonal, que é uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes de um ano.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a atividade econômica recuou 0,2% nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o quatro trimestre de 2018. 
O instituto vai divulgar no fim deste mês o resultado para o segundo semestre de 2019. Analistas se mostraram frustrados com os indicadores da economia, principalmente da indústria, que tombou 1,6% no primeiro semestre do ano. 

O relatório Focus, do Banco Central, que traz projeções dos analistas do mercado financeiro para a economia, mostrou que há uma expectativa de que o crescimento fique em 0,81% em 2019. Há uma semana, o boletim informava que as perspectivas era de um avanço de 0,82%. 
Dados do IBC-Br mostram que a economia cresceu apenas 0,3% em junho, na comparação com maio. Considerando os números sem ajuste sazonal (porque avalia períodos iguais de tempo), a atividade cresceu 0,62% no ano e 1,08% no acumulado de 12 meses. 
PerspectivasEm 2017, a economia brasileira havia expandido 1,1%. Ou seja, se a estimativa se confirmar, o país terá desaceleração na recuperação econômica. 

De acordo com os analistas, a taxa básica Selic deverá terminar o ano em 5% ao ano. Atualmente, os juros estão em 6% ao ano, após redução de 0,5 ponto percentual feito na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no fim de julho. Com a atividade econômica fraca e inflação baixa, o mercado vê espaço para reduzir ainda mais a Selic. 

As projeções para o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) estão em 3,76% para 2019, sendo que, no penúltimo relatório, a expectativa era de variação de 3,80%. A meta do governo federal é de 4,25%, com um intervalo de 1,5 ponto percentual para baixo e para cima. 
Para 2020, o mercado prevê um crescimento de 2,10%, com taxa Selic a 5,5% ao ano e inflação de 3,84%.